O país ganhou relevância nos negócios da empresa. Cristiano Pinto da Costa passou a acumular os cargos de presidente da filial brasileira e de vice-presidente global de Upstream
Brasil Energia
O Brasil ganhou importância nos negócios da Shell. O país passou a ter uma vice-presidência própria, a global de Upstrean, assumida no dia 1º de abril pelo presidente da empresa no país, Cristiano Pinto da Costa. Desde então, ele e outros dois executivos respondem diretamente ao presidente global da área de Exploração e Produção da petrolífera, Peter Costello, que, por sua vez, está subordinado ao CEO, Wael Sawan. As outras duas vice-presidências são do Golfo da América e de Petróleo e Gás Convencional.
As mudanças fazem parte de um processo de reorganização da Shell, que inclui a valorização do Brasil nos negócios globais. O país ganhou relevância estratégica por uma combinação de motivos, que passam por oportunidades nos segmentos fósseis e de transição energética, ao mesmo tempo.
De um lado, o país é relevante por conta da estabilidade na produção de petróleo. Por outro, pela oferta de biocombustíveis, considerado estratégico, diante da demanda crescente no mundo todo. A Raízen, uma sociedade da Shell com a Cosan, é um dos principais investimentos em biocombustíveis do grupo.
Além disso, a Shell quer avançar no negócio de carbono. No Brasil, a empresa é sócia minoritária na Carbonext, especializada na geração de crédito de carbono.