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Os preços do petróleo registraram forte queda nesta terça-feira (25), em linha com o mau humor no mercado hoje, após o índice de confiança do consumidor medido pelo Conference Board cair mais do que o esperado pelo mercado. Depois de outros dados da economia americana também virem mais fracos, isso alimentou a preocupação de que as políticas econômicas de Donald Trump podem prejudicar o crescimento econômico e a demanda por energia.
No fechamento, o futuro do petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em abril teve queda de 2,50%, cotado a US$ 68,93 por barril, na Bolsa Intercontinental (ICE). Já o petróleo WTI (referência americana) caiu 2,50%, a US$ 73,02 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).
A confiança do consumidor dos Estados Unidos medida pelo Conference Board em fevereiro registrou a queda mais acentuada em mais de três anos.
Os comentários e surpresas constantes estão desgastando a confiança do investidor e do consumidor, diz Arlan Suderman da StoneX, em nota. “Nem investidores nem consumidores gostam de incerteza, e eles têm muita incerteza atualmente”.
Analistas do Goldman Sachs apontam que dados macroeconômicos decepcionaram na sexta-feira, com uma queda na confiança do consumidor, e uma nova cepa do coronavírus relatada.
A pressão negativa continuou na segunda-feira com o anúncio de que o Iraque espera retomar fluxos de até 185 mil barris por dia do Curdistão, após uma pausa de quase dois anos devido a uma disputa de pagamentos. Além disso, foi reportado que o Sudão do Sul enviou seu primeiro carregamento de petróleo bruto de uma mistura do óleo desde que o oleoduto que a transportava do país sem saída para o mar foi danificado em fevereiro de 2024, durante a atual guerra civil no Sudão (anteriormente exportava cerca de 0,1 milhão de barris por dia).