Caso seja aprovada, a mudança proposta pelo relator pode ultrapassar ainda mais o teto de gastos. O texto aprovado no Senado já estourava o limite das despesas, com um impacto previsto de R$ 41 bilhões aos cofres públicos.
Os apoiadores da proposta são acusados de agir de forma eleitoreira. Alguns setores, como a chapa Lula-Alckmin e petroleiros ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), pedem mudança na política de preço de paridade de importação (PPI), vigente desde o governo de Michel Temer (MDB), em 2016, como forma de combater a alta de preços. A PPI faz com que a gasolina no Brasil tenha o preço que dependa do preço internacional do petróleo. O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, já se disse contra a revisão da PPI.
Bolsonaro adotou a redução do ICMS como medida para conter a alta dos preços dos combustíveis, o que gerou críticas de governadores, que alegam que o orçamento dos estados ficará comprometido, o que pode levar ao risco de faltar verba para serviços básicos.